Anúncio da primeira máquina de escrever (1912) – Imagem: Divulgação
O jornal “O Estado de S. Paulo” lançou, na última quarta-feira, 23, um acervo digital contendo todas as edições desde sua fundação, em 1875 . São 2,4 milhões de páginas contando fatos da história do Brasil e do mundo, como as duas grandes guerras mundiais, a chegada do homem à Lua e o suicídio de Getulio Vargas, além dos eventos culturais mais importantes do período, como a semana de 1922.
Outro destaque fica por conta das edições contendo os relatos de Euclides da Cunha, enviado pelo então diretor do jornal, Júlio Mesquita, para cobrir a Guerra de Canudos. Com base nessas informações, Cunha escreveu o livro “Os Sertões”, um clássico da literatura brasileira.
Prato cheio para historiadores e curiosos em geral, o site permite a busca de textos por palavras-chave em todo o acervo ou, por exemplo, apenas nas capas de determinada época.
Nesta primeira fase, de acordo com informações do próprio jornal, somente o “Estadão” foi digitalizado. Mas a previsão é que sejam digitalizadas também as reportagens do “Jornal da Tarde”, o suplemento infantil “Estadinho”, além dos áudios da “Rádio” e do “Estúdio Eldorado” – onde gravaram importantes músicos como o jazzista Dizzie Gillespie e os cantores Roberto Carlos e Rita Lee, entre outros. É a história recente contada por um dos principais jornais do País.
Foi aprovada semana passada, pela comissão de juristas formada pelo Senado Federal para elaborar alterações ao Código Penal, uma proposta que dá imunidade aos jornalistas contra processos por injúria e difamação em caso de críticas a terceiros. Segundo o texto, a crítica jornalística passaria a integrar a lista de opiniões desfavoráveis isentas de punição, hoje formada pelas críticas literária, artística e científica.




