“Estadão”: 137 anos de história online

25 05 2012

Anúncio da primeira máquina de escrever (1912) – Imagem: Divulgação

O jornal “O Estado de S. Paulo” lançou, na última quarta-feira, 23, um acervo digital contendo todas as edições desde sua fundação, em 1875 . São 2,4 milhões de páginas contando fatos da história do Brasil e do mundo, como as duas grandes guerras mundiais, a chegada do homem à Lua e o suicídio de Getulio Vargas, além dos eventos culturais mais importantes do período, como a semana de 1922.

Outro destaque fica por conta das edições contendo os relatos de Euclides da Cunha, enviado pelo então diretor do jornal, Júlio Mesquita, para cobrir a Guerra de Canudos. Com base nessas informações, Cunha escreveu o livro “Os Sertões”, um clássico da literatura brasileira.

Prato cheio para historiadores e curiosos em geral, o site permite a busca de textos por palavras-chave em todo o acervo ou, por exemplo, apenas nas capas de determinada época.

Nesta primeira fase, de acordo com informações do próprio jornal, somente o “Estadão” foi digitalizado. Mas a previsão é que sejam digitalizadas também as reportagens do “Jornal da Tarde”, o suplemento infantil “Estadinho”, além dos áudios da “Rádio” e do “Estúdio Eldorado” – onde gravaram importantes músicos como o jazzista Dizzie Gillespie e os cantores Roberto Carlos e Rita Lee, entre outros. É a história recente contada por um dos principais jornais do País.





Mais segurança para a imprensa livre

23 05 2012

Foi aprovada semana passada, pela comissão de juristas formada pelo Senado Federal para elaborar alterações ao Código Penal, uma proposta que dá imunidade aos jornalistas contra processos por injúria e difamação em caso de críticas a terceiros. Segundo o texto, a crítica jornalística passaria a integrar a lista de opiniões desfavoráveis isentas de punição, hoje formada pelas críticas literária, artística e científica.

A proposta, que ainda precisa ser aprovada pelo Congresso, é de autoria do desembargador do Tribunal de Justiça de São Paulo Marco Antônio Marques Silva. Caso aceita, a alteração no Código Penal representará uma vitória importante na conquista por uma imprensa livre, independente e atuante.





“Estadão” lança programas para dispositivos móveis

18 05 2012

Na “onda” da atualização tecnológica via internet, o jornal “O Estado de S. Paulo” acaba de lançar dois programas que podem ser baixados em smartphones e tablets: “Estadão Noite” e “Estadão Fotos”.

O primeiro, disponível a partir das 20h, de segunda a sexta-feira, é um sistema que baseia-se em uma análise do conteúdo diarimente publicado e destaques de reportagens que sairão no dia seguinte, além de três vídeos produzidos pela TV Estadão, uma galeria de fotos com as imagens do dia e o “Giro 15 Especial”, feito pela “Rádio Estadão/ESPN”. O “Estadão Fotos” disponibiliza, aos sábados com a edição do dia, um mosaico com as imagens que foram destaque no noticiário da semana.

Com essas ferramentas lançadas, o jornal evidencia a velocidade com que as informações são difundidas atualmente em escala global. Hoje em dia, uma reportagem publicada pode ser vista em um mesmo portal online por pessoas de diferentes países. A tecnologia permitiu ao homem a diminuição das distâncias relativas.





Internet é a queridinha dos brasileiros

15 05 2012

A internet venceu. Segundo estudo realizado pelo IAB Brasil, divulgado nesta terça-feira, 15, a internet é a mídia mais consumida entre os brasileiros. A pesquisa apontou que o usuário navega ao menos duas horas por dia na rede.

Não é só no trabalho ou em casa que as pessoas estão conectadas. Escola, restaurantes e shoppings também são lugares comuns de acesso à internet, feito por até quatro aparelhos diferentes. A televisão ganhou uma grande concorrente.

Dos 40% que navegam duas horas por dia, somente 25% conseguem gastar o mesmo tempo na frente da TV. Além da mídia, as redes sociais também foram analisadas e, de acordo com os dados, dá para notar que a ferramenta está mais presente do que nunca na vida do internauta. Um dado é preocupante: um terço das pessoas prefere navegar a fazer qualquer outra atividade.





Repórter mecânico

2 05 2012

Em sua coluna no jornal O Globo, publicada dia 24/4, o jornalista Pedro Doria traz à tona um assunto polêmico: a produção de notícias por softwares. Isso mesmo, programas de computador estão “escrevendo” textos para jornais americanos.

Doria cita a fala do repórter dos Los Angeles Times Ben Walsh que, em um simpósio de jornalismo online, realizado nos Estados Unidos, admitiu que há três anos automatiza a produção de matérias.

Segundo Doria, o sistema é simples e é utilizado por outros jornais. Funciona assim: o repórter recebe dos órgãos policiais do governo americano, todo fim de madrugada, uma tabela em Excel com a lista das prisões feitas no dia e na noite anteriores. Dados como o local, nome do suspeito e o tipo de crime cometido são, então, analisados pelo programa criado por Walsh e, posteriormente, transformados em um texto contendo as informações.

Depois disso, a notícia pode ser encaminhada a um repórter caso necessite de mais apurações. Caso contrário, a nota é publicada no site do LA Times exatamente como foi “escrita” pela maquina. Polêmico, não?

Na opinião do colunista, um software não pode substituir um jornalista por não produzir um texto original e instigante e não é capaz, por exemplo, de perceber emoções. No entanto, o jornalista acredita que a ferramenta, se bem usada, pode poupar o trabalho “braçal”, permitindo que os repórteres gastem mais tempo pensando ou apurando. E você, acha que esse software ajuda ou deixa o profissional mais “preguiçoso”?





Twitter e política: uma faca de dois gumes

19 03 2012

Na última quinta-feira (15), o Tribunal Superior Eleitoral (TST) decidiu que a propaganda pelo Twitter está proibida até 5 de julho, segundo notícia veiculada pelo jornal “O Estado de S. Paulo”.

De acordo com a publicação, os ministros do TST entenderam que a legislação brasileira, que veta as propagandas de pré-canditados no rádio e na TV, também vale para o microblog.

A decisão foi baseada no julgamento do deputado Índio da Costa, que foi multado em R$ 5 mil por ter tuitado, em 2008, antes do período permitido.

A decisão não foi unânime e alguns magistrados contrários a ela, como o ministro Antonio Dias Toffoli, defendem que as mensagens postadas no Twiter são informais. Segundo o “Estadão”, Dias Toffoli compara os tuítes a conversas telefônicas e “são informais”. Ainda de acordo com a reportagem, os partidos políticos devem tentar reverter a decisão na Justiça.

Ferramenta desperdiçada

A discussão se as mensagens postadas no Twitter dos pré-candidatos a cargos eletivos serão consideradas propaganda antecipada vai dar muito o que falar, assim como o uso dessa ferramenta por políticos.

Embora o microblog seja um ótimo instrumento de interação, muitos políticos cometem o erro de não atualizar seus perfis, perdendo a oportunidade de “falar diretamente” com os eleitores. Podemos ver um exemplo dessa falta de percepção do poder das mídias sociais no perfil da presidente Dilma Rousseff, que não é atualizado desde novembro de 2010.

A situação se repete lá fora: o presidente Barack Obama, um dos políticos precursores no uso do Twitter, só tem seu perfil atualizado durante o período de campanha eleitoral, assim como outros líderes mundiais, de acordo com levantamento da revista Exame.

No Brasil, alguns perfis de deputados, senadores e vereadores são ativos, – como os da deputada Manuela D´Avila, jornalista por formação, e do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin.

Mesmo que as mensagens postadas sejam, em sua maioria, produzidas por sua assessoria  - quando falam do próprio trabalho e das realizações de seu governo – , Alckmin também interage com seguidores, postando vídeos de música que gosta ou que são indicadas por internautas, a exemplo do que faz o pré-candidato à prefeitura da capital José Serra.

Esses e outros exemplos poderiam ser seguidos pelos demais políticos, que ainda usam o Twitter, em grande parte, apenas como mais uma plataforma e perdem a oportunidade de “conversar” com os eleitores para saber, entre outras coisas, o que eles pensam a seu respeito.





Mulheres na mídia

8 03 2012
Homem dirige carro “sapato de salto alto” em rua da cidade indiana de Hyderabad na última quarta-feira (7). Veículo criado pelo designer Sudhakar Yadav, é uma homenagem ao Dia Internacional da Mulher. Crédito: Krishnendu Halder/Reuters

Na data em que se comemora o Dia Internacional da Mulher, os principais veículos fizeram questão de destacar histórias de personalidades femininas que fazem a diferença. O “Brasil Econômico” chamou a atenção. O veículo manteve sua linha editorial, mas, para falar do cenário econômico e social do dia a dia da mulher, todas as reportagens foram escritas exclusivamente pelas jornalistas da redação. Os artigos também são assinados por figuras femininas e todas as fotos do jornal retratam mulheres.

Outro jornal que fez sua parte foi o “DCI” além de matérias, as notas da coluna “Plano de Voo” abordam exclusivamente fatos que envolvem mulheres. Em outros veículos, algumas reportagens sobre a data valem a leitura. O “Estadão” conta a história da policial militar Pricilla de Oliveira Azevedo, incluída pelo governo dos EUA na lista das 10 mais corajosas do mundo. Em 2007, a então tenente, que hoje participa de solenidade em Washington, foi sequestrada e torturada durante horas por traficantes do Morro do Castro, em Niterói, e, depois de duas tentativas de fuga, conseguiu escapar e voltou à comunidade para ajudar a prender os bandidos.

A rotina das 18 mulheres que trabalham em plataformas do pré-sal foi pauta do O Globo. Sobre carreira, o “Valor” contou a história de uma mestra cervejeira. A especialista em bebidas Leticia Borges comenta como contribui para mudar a imagem do apreciador de cerveja. Parabéns, mulheres! Apreciem a leitura do nosso dia.








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